Pipiras
pousam na sacada,
Elas
sacaram
Que
se pousarem receberão sua mesada diária.
Não
infância não tive mesada
Do
meu pai,
Mas
já disse muito “ai”,
Em
topadas com o dedo mindinho
Na
perna da mesa.
Se
dói?
Ah!
Com certeza,
Era
uma experiência pra lá de transcendental!
A
cada batida eu via anjos,
Tocando
banjos,
No
quintal.
Pipira
é um passarinho,
É
um pássaro bonitinho,
Que
come o mamão,
Que
eu coloco bem cedinho.
Passarinhos
inteligentes,
Gostam
dos clássicos imortais,
Enquanto
ouvem atentamente,
Fico
ali na paz,
À
toa,
Vendo
curtirem um Mozart ou um Beethoven.
É
rapaz,
Gosto
quando as pipiras vem,
São
todas “gente boa”,
“Gente
boa demais!”
Márcio
José Matos Rodrigues
