quinta-feira, 20 de março de 2025

A pintora suiça Angelika Kauffmann.

 



Continuando meus artigos para o mês de março no qual é comemorado o Dia Internacional das Mulheres, este meu artigo é sobre a suiça Maria Anna Angelika Kauffmann. Ela nasceu em Coira,atual Graubünden, na Suiça, em 30 de outubro de 1741 e foi uma pintora do estilo neoclássico e membro fundadora da Academia Real Inglesa, tendo tido sucesso em sua carreira nas cidades de Roma e Londres. Tinha grande talento, principalmente em relação a retratos, paisagens e pintura decorativa.

Angelika era filha do muralista e pintor Johann Joseph Kauffmann, que que viajava muito a trabalho. Ele educou-a para ser sua assistente nas viagens dele pela Suiça, Áustria e Itália.  Sendo muito inteligente, ela rapidamente aprendeu o ofício e era talentosa na música, sendo forçada a escolher entre ópera e pintura, tendo escolhido a segunda, influenciada pela opinião de um padre. Também aprendeu vários idiomas com sua mãe, Cleophea Lutz.

Tendo escolhido ser pintora, Angelika passou a seguir seu talento para a pintura e passou a ser patrocinada por nobres e bispos. Em 1754 o pai dela resolveu mudar-se para Milão. Ela passou a visitar o pai com frequência, tendo se tornado uma integrante da Academia de Belas Artes de Florença em 1762. Em 1763 visitou Roma e de novo em 1764, tendo estado também em Bolonha e Veneza, sendo suas obras admiradas nas cidades onde ia. Seu trabalho apareceu em uma mostra da Sociedade Livre de Artistas em 1765 e pouco tempo depois, em 1766, Angelika se mudou para Londres, após convite da esposa do embaixador inglês. Foi enganada por um homem que se passava falsamente por conde e se casou com ele em 1767. Mas assim que ela descobriu a verdade, separou-se dele no ano seguinte. Só veio a casar de novo em 1781, com o pintor veneziano Antônio Zucchi. Com ele se estabeleceu em Roma.

Influências:

De início o estilo de Angelika Kauffmann foi influenciado pelo rococó francês dos pintores Henri Gravelot e François Boucher.Aproximadamente em 1763, a partir de uma visita à Itália, ela passou a ter como uma influência marcante em seu trabalho artístico o pintor Anton Raphael Mengs, cujas obras neoclássicas ela conheceu nessa visita. Em relação à produção de retratos ela foi muito influenciada por Sir Joshua Reynolds.

Em seus quadros, Angelika se inspirou muitas vezes na mitologia greco-romana, representando deuses e deusas de um modo gracioso, ainda que não exatamente de forma brilhante. Os retratos que ela pintou foram os seus melhores trabalhos e é considerada a sua obra-prima o retrato que ela fez da duquesa de Brunswick.

Em 1795 o marido de Angelika faleceu. A última mostra de arte dela foi em 1797. Depois sua produção diminuiu muito e em 1807 ela faleceu em Roma, tendo sido homenageada com um grande funeral. Dois de seus quadros foram levados em procissão.

 

Principais Obras : 1774: Ariadne Abandoned by Theseus on Naxos; 1775: Retrato do Tenente-General James Cuningham; 1780: A Lady as a Vestal Virgin; 1781: Retrato de Eleanor, Condessa de Lauderdale; 1785: Auto-retrato; 1787: Auto-retrato; 1792: Cupid and Psyche .

Imagens de algumas obras da pintora:

 

                     Juliane Von Kriidener e seu filho



                Retrato de Eleanor, condessa de Lauderdale

 

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Márcio José Matos Rodrigues-Professor de História

 

 

 

terça-feira, 11 de março de 2025

A pintora italiana renascentista Lavinia Fontana

 



Neste mês de março farei homenagens às mulheres pintoras. Lavínia Fontana é a primeira pintora que escolhi para escrever a respeito. Ela foi uma pintora renascentista, da escola Maneirista, que nasceu em 24 de agosto de 1552, em Bolonha, cidade italiana que na época fazia parte dos Estados Papais. Foi uma das mais importantes retratistas nessa cidade, no final do século XVI e uma das primeiras mulheres que fazia pinturas figurativas de larga escala que eram encomendadas. Foi a primeira mulher italiana a conseguir sucesso financeiro e de crítica como artista.

Ela era filha do pintor Próspero Fontana, um dos melhores pintores de Bolonha. Foi ele que ensinou a filha a pintar de forma maneirista. Lavínia foi mãe de 11 filhos, casada com o pintor Gian Paolo Zappi. No início da carreira ela pintava moradores da camada alta de Bolonha. Posteriormente pintou nus masculinos e femininos, assim como pinturas religiosas.

Lavínia teve apoio de seu pai para a sua carreira. Ele tinha uma relação forte com a nobreza local, tendo escolhido os padrinhos para o batizado de Lavinia: Signor Agostino Hercolani e Signor Andrea Bonfiglioli. A historiadora Adrianna Hook Stephenson considera que essa decisão foi estratégica para garantir o apoio e suporte da aristocracia local.

Lavínia tornou-se conhecida em Bolonha no fim da década de 1570 por pintar retratos de ótima qualidade, como o Autorretrato ao Cravo e Família Gozzadini, de 1584. Ela pintou retratos de muitas personalidades de destaque. As cores vibrantes e os detalhes das roupas e joias usadas por seus retratados causam admiração em quem vê as obras da pintora. Entre as muitas pinturas religiosas dela podem ser destacadas Noli me tangere, de 1581 e o retábulo Sagrada Família com o Menino Jesus Adormecido. Suas grandes obras de altar feitas para as igrejas de sua cidade natal estão incluídas em suas obras mais famosas.

Lavínia quando se casou tinha 25 anos. Casou com um pintor de origem nobre. A escolha dos noivos morarem com a família dela era incomum na época, mas o pai dela argumentou que isso daria condições para ensinar aos dois. O marido de Lavínia deu apoio a ela para pintar. Ele criava os filhos  enquanto ela trabalhava.

O trabalho de Lavínia foi introduzido em Roma depois de 1600. Após alguns anos ela se mudou para Roma. Nessa cidade, Lavinia Fontana pintou sua maior obra, o Martírio de Santo Estêvão, um retábulo para a igreja de San Paolo Fuori le Mura, uma basílica destruída em um incêndio em 1823. Em 1599 pintou sua obra narrativa A Visita da Rainha de Sabá a Salomão. Ela foi eleita membro da Academia Romana, o que foi um fato raro para uma mulher naquela época.

Lavínia no seu estilo de pintar, com atenção aos detalhes, lembra o trabalho de Sofonisba Anguissola, uma outra pintora do norte da Itália, também pioneira na presença de espaços femininos na arte.

Dos onze filhos que Lavínia teve, somente três ainda viviam após sua morte. O estilo jovial dela de pintar parecia com o de seu pai. Ela foi aluna de Ludovico Carraci, do qual adotou o estilo caracterizado por uma forte coloração quase veneziana. Ela provavelmente foi influenciada pelos estilos de Sofonisba Anguissola, Caterina Vigri e Properzia de Rossi.

Fatores históricos que tiveram influência no tratamento que Fontana deu aos temas e assuntos em suas pinturas foram a Contrarreforma e as recomendações do Concílio de Trento. Houve também a influência do Maneirismo, o que se pode ver na na atenção meticulosa aos detalhes em suas pinturas e na importância dos materiais que rodeiam o tema retratado. Ela estudou a coleção de esculturas e moldes de gesso de seu pai, mas a pesquisadora Liana De Girolami Cheney argumenta que o naturalismo das figuras pode indicar que Fontana utilizava modelos nus ao vivo. Segundo estudiosos da vida da pintora, durante a vida dela, era socialmente inaceitável que mulheres fossem expostas à nudez. Ela pode ter usado pessoas da família como modelos. Entrou para a História como uma das primeiras pintoras a efetivamente ter uma carreira na qual dependia apenas da venda de seus quadros para sobreviver.

Lavínia faleceu aos sessenta e dois anos em Roma, em 11 de agosto de 1614, aos sessenta e dois anos, e foi sepultada em Santa Maria sopra Minerva.

Algumas pinturas de Lavínia:



                                                     "Minerva vestindo-se"



                                                         "A Sagrada Família"

                                       

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Márcio José Matos Rodrigues-Professor de História

Figuras:

https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=imagens+de+lavinia+fontana

https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&sa=X&sca_esv=d425b5dac0dba72a&biw=1330&bih=635&q=the+holy+family+with+saint+catherine+of+alexandria


https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&sca_esv=d425b5dac0dba72a&q=lavinia+fontana+minerva+dressing

 


sexta-feira, 7 de março de 2025

O compositor Vivaldi

 






No dia 4 de março de 1678 nasceu em Veneza, que era uma república italiana , o compositor e músico Antônio Lucio Vivaldi, mais conhecido só como Vivaldi. Ele seguia o estilo barroco tardio. Foi chamado de il Prete Rosso ("o padre ruivo"), pois era padre e tinha os cabelos ruivos. Ele compôs muitas obras (770), entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É muito conhecido do público pelos seus quatro concertos para violino e orquestra denominados Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").

Era o mais velho de sete irmãos. Seu pai era o barbeiro e violinista Giovanni Battista Vivaldi e sua mãe era Camilla Calicchio. O pai de Antônio Vivaldi deu as primeiras lições de música para ele e depois o matriculou na na Capela Ducal de São Marcos, para aprender mais sobre música. Também o pai conseguiu a admissão do filho Antônio naorquestra da Basílica de São Marcos, na qual veio a se destacar como violinista.

Vivaldi foi ordenado padre em 1703. Tinha problemas de saúde, talvez tivesse asma e passou a se dedicar ao ensino do violino em Ospedale della Pietà, um orfanato para moças que ficava em Veneza. Foi para as meninas dessa instituição que Vivaldi compôs a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. A primeira coletânea de Vivaldi- as Doze sonatas (Opus 1), foram dedicadas ao nobre de Veneza de nome Annibale Gambara, com influência musical de Arcangelo Corelli. A segunda coletânea com 12 sonatas para violino e baixo contínuo (Opus 2) é publicada em 1708. Em 1711 ele consegue fama internacional com a publicação, em Amsterdam no ano de 1711, de uma coletânea de 12 concertos - L" estro armonico" (Opus 3), devido novas técnicas de impressão do editor Estienne Roger. Essas técnicas eram bem mais avançadas do que as dos editores venezianos. O compositor Bach transcreveu seis desses concertos para vários instrumentos.

Vivaldi tornou-se responsável pelas atividades musicais do Ospedale della Pietà em 1713. Em 1716 passou a ser maestro de' concerti. É possível que ele tenha tido casos amorosos diversos, um deles talvez com a sua aluna Anna Girò, que era contratalto, que teria tido algumas regalias com ele como a modificação de velhas óperas venezianas a fim de adequá-las aos recursos vocais dela. O músico Benedetto Marcello teria feito um protesto por escrito contra Vivaldi por causa dessa questão.

A coletânea La stravaganza (Opus 4), com  concertos para violino solo, cordas e baixo contínuo é composta em 1714. Nesse ano inicia sua carreira como empresário teatral e diretor musical do Teatro Sant'Angelo. Nesse teatro apresentou sua primeira ópera encenada em Veneza, Orlando finto pazzo (RV 727).

Vivaldi em 1723 publicou a coletânea Opus 8, Il cimento dell'armonia e dell'inventione, que consistia de doze concertos e que inclui "As Quatro Estações. Desses 12 concertos, sete são descritivos: os quatro primeiros ("La primavera", "L'estate", "L'autunno", "L'inverno") e mais "La tempesta di mare", "Il piacere" e "La caccia".A tradição da música descritiva foi transformada por Vivaldi em um estilo tipicamente italiano, com seu timbre inconfundível, no qual as cordas têm um papel central. Vivaldi teve muito sucesso com esses concertos, em especial na França. Houve autores que fizeram ótimas adaptações na segunda metade do século XVIII da La primavera, como Michel Correte e até mesmo o filósofo Jean Jacques Rousseau escreveu uma delicada transcrição da peça para flauta solo. O rei Luís XIV da França gostava muito de "La primavera". A corte real francesa encomendou outras composições de Vivaldi .

A obra Il cimento dell'armonia e dell'inventione foi publicada em 1725 em Amsterdam, sendo bastante apreciada. Foi nessa cidade que Vivaldi estava em 1738 para dirigir a abertura do concerto comemorativo dos 100 anos do primeiro teatro da cidade, o Schouwburg de Van Campen. Nessa época Vivaldi retorna à Veneza, que passava por maus momentos econômicos. Em 1740 ele deixa seu trabalho no Ospedale e quis mudar-se para Viena, onde morava seu admirador, o imperador Carlos VI, para quem Vivaldi dedicou sua obra La Cetra (uma coletânea de doze concertos para violino)em 1727.

Com o tempo, as composições de Vivaldi não estavam mais tão no gosto do povo de Veneza. Ele, como outros compositores desse tempo, morreu na pobreza. Estava fazendo sucesso na época a ópera napolitana e teve de vender muitos de seus manuscritos a preço baixo para que tivesse condições de ir para Viena, a convite de Carlos VI. Talvez Vivaldi fosse assumir a posição de compositor oficial na Corte Imperial. Antes disso o compositor teve momentos ruins, pois foi proibido de entrar em Ferrara pelo arcebispo da cidade, onde ia participar da temporada de ópera com esperança de ganhar um dinheiro. Foi criticado por não exercer seu papel de padre oficiando missas, de andar acompanhado de mulheres e de participar de espetáculos, o que o arcebispo condenava moralmente.

Em Viena, Vivaldi não pôde ficar muito tempo porque seu protetor Carlos VI faleceu em outubro de 1740, deixando o compositor sem amparo financeiro. Nessa situação, ele viria a morrer em 28 de julho de 1741 em Viena por causa provável de um agravamento de bronquite asmática. Sua música só viria a ter sucesso de novo a partir do século XX. O compositor Johann Sebastian Bach foi muito influenciado pelo concerto e Ária de Vivaldi (revivido nas suas Paixões e cantate) e transcreveu concertos dele como o Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Baixo Contínuo (RV580).

Segundo a autora Dilva Frazão:

“(...) Vivaldi transformou o concerto grosso em concerto para solista e orquestra e modificou os movimentos, dando maior vivacidade ao concerto, quebrando a monotonia de seus antecessores.

Em 1705 ele publicou a primeira coletânea de sua obra: as Sonatas de Câmara a Três – Dois Violinos e Violoncelo ou Cravo.

Em 1707, Vivaldi foi para a Itália a serviço de Landgrave Philipp de Hesse-Darmstadt. Nessa época, tratou de divulgar através dos editores italianos as sonatas pertencentes ao Opus 1 e Opus 2, que se aproximavam do estilo consagrado na época, buscando a simpatia da aristocracia dominante.

A Fama de Vivaldi

Em 1713, em Veneza, retomou a direção dos concertos da Scuola dela Pietà quando os comentários maliciosos circulavam por andar no meio de tantas moças.

Além dos encargos na direção musical da Pietà e de criar peças instrumentais, Vivaldi encontrava tempo para compor óperas, dirigir sua encenação, fazer a coreografia e reger a orquestra.

Nessa época, Veneza possuía dez teatros e a ópera estava em momento de glória. Encenavam-se anualmente sessenta espetáculos. Vivaldi supervisionava a organização de outros espetáculos e desfrutava de um prestígio extraordinário.

Impedido de celebrar missa em decorrência de uma doença crônica, provavelmente asma, Vivaldi compôs também para os grupos musicais da instituição.

A partir de 1713, o diretor do coro do Ospedale deixou seu posto e a Vivaldi foi encomendada música vocal sacra. O compositor criou mais de trinta cantatas, oito motetes e um Stabat Mater.

No mesmo ano, sua primeira ópera, Ottone in Villa, foi produzida em Veneza. A fama de Vivaldi espalhou-se não só pela Itália, mas também pela França, Países-Baixos, Estados Alemães e Inglaterra.

Nos centros musicais mais atualizados figuravam as últimas edições de suas mais recentes obras, executadas com êxito nos teatros e nos salões.

A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. 

As Quatro Estações

Em fevereiro de 1728, Vivaldi estreou As Quatro Estações em Paris.

As Quatro Estações é uma série de quatro concertos para violino e orquestra. Cada estação é formada por três momentos que duram cerca de dez minutos e retratam a paisagem sonora das quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.

Explorando ao máximo as possibilidades dos instrumentos, sobretudo o violino, ele consegue, nessa obra, imitar perfeitamente o canto dos pássaros, a tempestade e o trote dos cavalos.

A partir de 1729, Vivaldi parou de publicar suas obras por perceber que era mais lucrativo vender os manuscritos a compradores particulares. Novamente em Veneza, forneceu obras instrumentais para toda a Europa. 

Última apresentação

No dia 21 de março 1740 fez sua última apresentação na Pietà por ocasião de uma homenagem a Frederico Cristiano, príncipe da Polônia, quando apresentou três concertos e uma sinfonia, que alguns críticos consideraram uma arrojada antecipação do futuro, um salto para a sinfonia clássica – que Haydn faria evoluir vinte anos mais tarde.

Em 20 de agosto, Vivaldi partiu para Viena certo de que teria o apoio da corte austríaca, mas com a morte de Carlos VI, suas esperanças desvaneceram. Maria Teresa, a jovem princesa de 26 anos, não tinha planos para gastar com música.

Morte

Vivaldi passou seus últimos dias na obscuridade e, vitimado por uma infecção, esteve internado no Hospital Municipal, instituição próxima à rua onde ele supostamente passou seus últimos dias. O que se sabe é que morreu na casa de um cidadão chamado Satler que residia perto da Porta Carinzia, na paróquia de Santo Estevão.

Antonio Vivaldi faleceu em Viena, Áustria, no dia 28 de julho de 1741 e foi sepultado sem honrarias no cemitério do hospital.

A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Sua obra é composta de 461 concertos, mais de trinta óperas, 21 cantatas, três serenatas, um Kyrie, um Glória, dois oratórios e algumas peças sacras.

Seus concertos foram tomados como modelos formais por vários compositores do barroco tardio, inclusive Bach, que transcreveu dez deles para teclados.

Ao lado de outros compositores, Antonio Vivaldi passou a fazer parte da galeria dos mestres da música universal.

Curiosidade

O padre Antonio Vivaldi foi ordenado padre e usava batina, mas não rezava missa e vivia ocupado com música. Por seu comportamento, foi denunciado à Inquisição, mas esta o julgou como músico, e o proibiu de celebrar missa.

Entre as obras de Vivaldi destacam-se

  • NeroneFattoCesare (1715)
  • L'Arsilda Regina di Ponto (1716)
  • La ConstanzaTrionfantedell'Amore (1716)
  • As Quatro Estações (1728)
  • Orlando Finto Pazzo e Montezuma (1733)
  • Griselda (1735)
  • Sabat Master
  • Mandolin Concerto
  • Magnificat
  • La Stravaganza
  • Il Giustino
  • JudithaTriumphans
  • Nisi Dominus”

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Segundo o maestro Roberto Minczuk em Grandes compositores da música clássica da Abril Coleções:Antônio Vivaldi foi um gênio italiano que teve o enorme privilégio de viver cercado das mais belas, fascinantes e inteligentes demonstrações da criatividade humana. A arquitetura, a literatura, as artes visuais e todas as manifestações artísticas de seu tempo seriam suficientes para inspirar e inebriar qualquer pessoa, ainda mais um talento e uma mente criativa como a de Vivaldi.

O caráter de sua música poderia muito bem ser extraído da raiz de seu nome. Vivaldi: viva, vida, vivacidade, vivace. Ela é enérgica, contundente, dramática, alegre e, de certa forma, minimalista. Vivaldi foi um dos primeiros a fazer uso de contínuas repetições de um mesmo tema, ou fragmento de tema, como técnica de composição, uma escola que ganhou enorme força somente a partir da segunda metade do século 20, como compositores como Philip Glass, Steve Reich e John Adams.

Sua música é deliciosamente prática, clara e objetiva, fácil de ser assimilada tanto pelo intérprete como pelo ouvinte. Vivaldi também foi um dos primeiros a compor para praticamente todos os instrumentos existentes em sua época(...)”.

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A Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores diz sobre Vivaldi: “A vida de Antônio Vivaldi desenrola-se em dois séculos: XVII e XVIII: Johann Sebastian Bach, Domenico Scarlatti, Georg Friedrich Händel, Georg Philippe Rameau são alguns dos seus ilustres contemporâneos. Segundo a divisão da época barroca em vários períodos, apresentada por Suzane Clercs no famoso estudo estético Le Baroque et la musique (Bruxelas, 1948), Vivaldi é, tal como todos eles, filho do barroco tardio. E também como a de todos eles, a sua música inscreve-se de maneira ativa no período histórico presidido pela cultura do iluminismo(...)”

Sugestão de vídeos:

Vivaldi - Four Seasons (Winter)

https://www.youtube.com/watch?v=ZPdk5GaIDjo

 

Joshua Bell - The Four Seasons "Summer" III. Presto (Video)

https://www.youtube.com/watch?v=laGT9IB2bFo

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Márcio José Matos Rodrigues-Professor de História

Figura: https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=imagens+de+vivaldi