Minha alma de poeta,
Quando
escrevo se liberta,
Embora não saiba agora totalmente
Se
está errada,
Se
está certa,
Se entende.
Minha
alma angustiada
Estremece,
Quando
o ano velho parte.
Neste
janeiro ainda permanece
Um gosto bom de chocolate,
Do ano que passou.
Será
um ano novo de muitas guerras?
Fará muito calor?
Espera,
Olha
a lua toda bela!
Eu
embriagado pela sua lunar beleza
Deixo
por um momento de pensar na Ucrânia
E
na Venezuela.
Uma
sensação estranha,
Viajo
num sonho por Veneza,
Um
rei poderoso
Rasga
neste momento
Um
tratado sobre a natureza.
E
o vento?
O
vento levou para longe a esperança?
O
tempo é uma dança,
Cronos
não cansa!
O
rapaz que antes tinha um alento,
De
ter mais pão sobre sua mesa,
Agora
vive na incerteza
E
reza.
Dizem por aí que já foi professor...
O
anjo da História,
Escreve
uma coisa na testa,
Do
preocupado rapaz:
“Vive com coragem,
Sem esquecer do amor!"
Entretanto,
Os
donos do poder parecem personagens,
De
um romance orwelliano.
Ah!
Com certeza,
A
chuva que cai dá nova beleza
E
vigor,
Às
rosas do jardim do jovem Aureliano,
Que
ama a maravilhosa Teresa,
Que
deseja para ti leitor
Um
fantástico ano!
De alegria plena!
Sim, mas...
E Troia?
E Helena?
Helena era uma joia,
Linda demais!
Se
Helena desejasse um ano de paz
A
Heitor,
O
nobre troiano,
Ele
diria:
“
Helena tu ris
E
iludes a Paris.
Este
não é um ledo engano,
Pois
por causa de ti
E
do meu “mano”
Entramos
nesta fria!”
Márcio
José Matos Rodrigues
Figuras:
https://www.google.com/search?q=imagem+de+troia&client=firefox-b-d&h
https://www.google.com/search?q=imagem+de+helena+de+troia&client=firefox-b-d&hs=

