sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Poesia: Troia

 




Minha alma de poeta,

Quando escrevo se liberta,

Embora não saiba agora totalmente

Se está errada,

Se está certa, 

Se entende. 

Minha alma angustiada

Estremece,

Quando o ano velho parte.

Neste janeiro ainda permanece

Um gosto bom de chocolate,

Do ano que passou. 

Será um ano novo de muitas guerras?

Fará muito calor?

Espera,

Olha a lua toda bela!

Eu embriagado pela sua lunar beleza

Deixo por um momento de pensar na Ucrânia

E na Venezuela.

Uma sensação estranha,

Viajo num sonho por Veneza,

Um rei poderoso

Rasga neste momento

Um tratado sobre a natureza.

E o vento?

O vento levou para longe a esperança?

O tempo é uma dança,

Cronos não cansa!

O rapaz que antes tinha um alento,

De ter mais pão sobre sua mesa,

Agora vive na incerteza

E reza.

Dizem por aí que já foi professor...

O anjo da História,

Escreve uma coisa na testa,

Do preocupado rapaz:

 “Vive com coragem,

Sem esquecer do amor!"

Entretanto,

Os donos do poder parecem personagens,

De um romance orwelliano.

Ah! Com certeza,

A chuva que cai dá nova beleza

E vigor,

Às rosas do jardim do jovem Aureliano,

Que ama a maravilhosa Teresa,

Que deseja para ti leitor

Um fantástico ano!

De alegria plena!

Sim, mas...

E Troia?

E Helena? 

Helena era uma joia,

Linda demais!

Se Helena desejasse um ano de paz

A Heitor,

O nobre troiano,

Ele diria:

“ Helena tu ris

E iludes a Paris.

Este não é um ledo engano,

Pois por causa de ti

E do meu “mano”

Entramos nesta fria!”

  

Márcio José Matos Rodrigues


Figuras:

 https://www.google.com/search?q=imagem+de+troia&client=firefox-b-d&h

 https://www.google.com/search?q=imagem+de+helena+de+troia&client=firefox-b-d&hs=