domingo, 7 de agosto de 2022

Poesia "Sextas-feiras"

 



Sextas-feiras

Ora veja!

Já é sexta-feira!

No Brasil,

Dia de cerveja.

Vem e me beija

Sexta-feira!

Sexta que uma vez ao ano

É santa.

Para muitos em tantas

Tantas sextas-feiras,

São dias de pecado.

Dia desejado

Pelos adoradores de Baco.

Posterior à quinta,

Antecede o sábado.

Quantos amam

Quando sexta é feriado?

Quantos estudantes sabadeiam

Nas noites de sexta,

Deixando vagas as carteiras?

E suas futuras carreiras?

Ó tu ser noturno,

Que vagueias,

Pelas noites de sexta nos bares,

De gente encharcados,

Prepara tua carteira,

Não é só porque é sexta-feira,

Que te venderão fiado!

E tu que bebes um bocado

Não mintas a ti mesmo,

Quando gritas entusiasmado:

“É a última,

A derradeira,

A que finda,

A saideira!”

Márcio José Matos Rodrigues


Figura: 

https://www.google.com/search?q=imagens+de+bares+lotados&sxsrf=ALiCzsYCK13gJ3wNh4l0k0-LYiT-znRazg%3A1659876847455&source=hp&ei=


sábado, 6 de agosto de 2022

Poesia Quintas feiras

 




Quintas feiras

Quinta é tão perto

De sexta

Que quando quinta vem,

É certo,

Que alguém já está sextando.

Quantos torcem ao raiar o ano

Que se não feriar as sextas ou segundas,

Que seja quinta por favor!

Esperando a benevolência de um governador de estado,

Que decrete o próximo dia

Como facultado.

Moça que gosta das quintas

Que o anjo deste dia lhe proteja,

Que seja um anjo que trabalhe 

Nos pontos facultativos

E também nos feriados!

Márcio José Matos Rodrigues

Figura: https://www.google.com/search?sxsrf=ALiCzsavRyjK68bJdwGkrhOBsSLjNmO2VQ:1659843259708&source=univ&tbm=isch&q=imagem+de+anjo&fir=


quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Poesia Quartas-feiras


 


Quartas-feiras

Quarta feira,

Dia do meio.

Quantos reclamam da segunda?

Quantos amam a sexta?

A segunda deixa um pouco de si na terça,

A quinta já começa a dar um gostinho de sexta

E todas são feiras.

A quarta é bonita?

É feia?

Dama de olhar afável,

Só quero te desejar,

Que tua quarta seja agradável

Como uma primavera;

Calma,

Como as águas tranquilas de uma lagoa.

Quartas-feiras tem alma?

Se tem,

Espero que as tuas

Tenham alma boa.

Quartas à noite podem ser de qualquer fase de lua,

Muitos preferem a cheia;

Mas ainda que seja nova ou minguante

Que seja uma noite bela,

Com um céu repleto de pontos brilhantes,

Transbordante de estrelas!

Márcio José Matos Rodrigues


terça-feira, 2 de agosto de 2022

Lua crescente

 



Lua crescente


Perdão,

Ó lua,

Que cresces em meio à escuridão,

Da noite.

Perdão pela minha impaciência,

Em te ver toda cheia,

E majestosa.

Por acaso exijo do botão

Que se torne logo uma linda rosa?

Cobro do fiozinho de água da nascente

Que seja logo o caudaloso rio que banha a planície?

Ó Lua,

Que para nós agora és crescente,

Lua contente,

Não de mágoas,

Como eu queria

Ver-te nua,

Sem alegorias,

Para minha suprema alegria. 

Abençoas a Terra

Com tua luz,

Por milhões de anos.

És ser que seduz,

As águas,

Dos oceanos.

Márcio José Matos Rodrigues


Figura:

https://www.google.com/search?q=imagem+de+lua+crescente&sxsrf=ALiCzsb7VfB4FkrrQFyNQd4vk67R86GbRg:1659497148455&tbm=isch&source=iu&ictx







Poesia da manhã

 




 

Poesia da Manhã

Se a fé

No Senhor,

É que te faz prosseguir,

É o vapor

O cheiro gostoso do café,

Que te levanta.

O cheiro impregna

Tuas narinas.

Anda!

Vamos menina!

Ah! Um café feito com amor

Suscita fortes emoções...

Como o poeta

Que de tão sonhador,

Sente a brisa do mar distante!

Senta aí por favor,

Toma o café enquanto está quente

Minha querida.

Sente a delícia da manteiga derretida

Escorrendo...

É um sonho dourado,

Que diz:

“Viva!”

Que deixa feliz,

E te acaricia

As papilas gustativas.

Como não é ainda tarde,

Eu te aconselho um leite com chocolate.

Agora sim!

Parte!

Nada de saudade

Da cama.

Vai linda dama,

Pois a realidade

Já te chama.

Márcio José Matos Rodrigues




Figura: https://www.google.com/search?q=imagem+de+cafe+e+p%C3%A3o+com+manteiga&sxsrf=ALiCzsZbTvUm1PnEIBF0XIUEb-JxZoZ7Aw:1659439229274&tbm=isch&source=


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Poesias sobre agosto

 





                                                                         Foto: Márcio Rodrigues




A chegada de Agosto

Julho se despediu

E disse ao novo mês:

“Vai agosto,

Agora é tua vez!”

Setembro continuou paciente,

Numa cadeira mais a frente;

A porta se abriu

E agosto saiu.

Brincavam crianças

Ao sol.

Muitos lamentavam as dificuldades,

Outros com esperança

De mudança da realidade;

Uns o viam com desconfiança,

Outros o esperavam como um urso

Muito feroz.

Agosto sorriu,

Disse em alta voz:

“O Homem é seu próprio salvador e algoz,

Sigo meu curso,

Eu sou um rio!”

Márcio José Matos Rodrigues

 

 

Enfim agosto

Bem vindo agosto,

Que venha sem susto,

Com gosto

Daquele doce que as avós faziam tão bem.

Cada pessoa tem seu agosto,

Agosto em Belém

Tem o rosto

De manhãs de fulguroso sol,

De tardes quentes,

De mangas amadurecendo nas árvores,

De fim de férias escolares,

De chuvas rápidas que podem cair 

Quando menos esperares.

É o mês que o estudante tem seu dia ,

Do Filósofo e do Historiador,

Do Psicólogo e do Nutricionista.

Em agosto Paris enxotou o invasor,

A fera nazista.

O mês que o Pará aderiu,

Que em algum lugar,

Em alguma vez,

Uma moça sorriu,

Para o rapaz cortês,

Que lhe fez uma poesia.

Seria ela Ana,

Inês

Ou Maria?

Feliz mês de agosto

Para todos de tantos gostos,

Para ti  que me lês.

Márcio José Matos Rodrigues


domingo, 31 de julho de 2022

Poemas do último dia de julho

 


                                                        Foto: Márcio Rodrigues


Noite de Lua sobre Guajará


Tarde de sol a brilhar

E Guajará a chamar,

Em Belém do Pará.

Logo a lua virá,

Ou não?

Haverá escuridão?

Se for dia dela

E se a nuvem deixar

A dama de branco bela

Haverá de se revelar,

Linda, exuberante, imponente,

A me olhar

Para eu decifrá-la.

Ó lua,

O que queres me dizer?

Nada neste mar celestial!

Eu te vejo a nadar nua

Cercada de anjos que exclamam:

“Uau!”

Até anjos são seduzidos

Pelo teu brilho sensual.

“Ó lua tão adorada!

Eu aqui roído pelo ciúme,

Por causa deste cortejo angelical.

Ah! Lua,

O meu desejo é o sal

Do mar em que nadas.

Recebe meus versos como beijos,

Ó Lua de prata,

Ó Lua tão adorada!

Márcio José Matos Rodrigues


 

Agosto


Agosto vem

Tanto para mim,

Como para ti meu bem.

Será bom,

Será ruim?

Já escuto o som

De agosto batendo na porta,

Querendo entrar.

“Julho para de segurar

A porta!”

O que me importa

Os rumores,

Que dizem que agosto é um mês amaldiçoado?

Quantos amores,

Surgiram em agosto?

Quantos beijos foram dados?

Não gosto,

Nem desgosto

De agosto.

Quero só me lembrar

Do quanto tu és linda,

Enquanto os últimos raios de sol do mês findam,

Banhando teu belo rosto.

Márcio José Matos Rodrigues

 

Sonhos


As flores do novo mês,

Já estão no campo.

Sei que o calor é tanto,

Mas ainda não derreteu meus sonhos queridos.

Iara eu ouço teu canto,

Queres me levar para o fundo do rio?

Meu bem eu te darei rosas,

Ainda que chorem os lírios

Por terem sido preteridos.

Eu ouço os gemidos

Dos meus sonhos no calor.

Gentil dama,

Eu te dou um poema

Como uma flor,

Nele meus sonhos estarão protegidos,

Se os tratares com amor.

Márcio José Matos Rodrigues

 

 

Na falta de uma caneta


Não tenho flores no momento,

Somente sementes.

Então eu disse ao vento:

“Leva meus pensamentos

Impregnados de sentimentos!”

O vento amigo e poético os transformou em versos

E os carregou em seu ventre.

Quando o vento entrar pela tua janela,

Deixa que entre!

Deixa que a suavidade dele

Sussurre em teus ouvidos,

O poema que leva,

Então sentirás uma chuva,

Pingos,

Caindo,

Sobre teu corpo lindo.

Verás retas

Convertendo-se em curvas,

Em um sonho louco,

Louco demais

Que espantaria os mais caretas

Dos humanos mortais.

Não é mesmo deusa Minerva?

Não,

Não são ervas!

Ó linda princesa que vence as trevas

De uma noite funesta,

São versos de amor

Que escrevi para ti no vento,

Na falta de um computador

Ou de uma simples caneta.

Márcio José Matos Rodrigues