domingo, 24 de novembro de 2019

Poema : Aos poetas é permitido...














Aos poetas é permitido...

Aos poetas é permitido sonhar,
Com o que é impossível,
Dizem que é mar ,
Um simples laguinho,
Fazem de um copo de água,
Uma taça de vinho.
Sonham serem eternos,
Sentem calor no inverno,
Podem ser duros,
Podem ser ternos,
Lembram com saudade do passado,
Ou sonham com o futuro.
O espírito do poeta é sempre jovial;
Antes que Berlim fosse unida
E fosse feito aquele carnaval,
Ele já tinha derrubado o muro.
O poeta cria em sua vida,
Uma luz que brilha no escuro!

Márcio José Matos Rodrigues

Figura: https://www.google.com/search?q=imagem+de+mar&client=firefox-


 


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Poema: "A Tarde"


















Tarde


Toda a essência,
Desta tarde,
Não cabe,
Em mim.
Diante da frustração,
Disto saber,
Não faço alarde,
Porque o não,
Também faz parte
Do viver.
E assim sobre a tarde,
Escrevo um poema,
A minha arte.
Todos os problemas
Partem!
Que me dera mandar todos eles passarem um tempo
Em Marte!
Um cão ao longe late,
Uma criança passou na minha frente,
Lambuzada de chocolate.
Quando então chega a noite,
Indiferente,
À saudade. 

Márcio José Matos Rodrigues.


sábado, 16 de novembro de 2019

Artigo sobre o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito













 No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. É uma data que tem que servir para a população dos países se sensibilizarem mais e refletirem sobre as razões das ocorrências de acidentes de trânsito, sobre o sofrimento das pessoas que morreram devido aos acidentes ou que sofreram devido a eles, seja porque que foram vítimas diretas, seja porque serem familiares. Também é para se pensar nas altas quantias gastas em decorrência dos acidentes, em despesas hospitalares, nos danos materiais e físicos ligados aos acidentes. 


A respeito do histórico de como surgiu a celebração desta data, em 1993, no Reino Unido, foi criado o Dia em Memória das Vítimas no Trânsito pela organização Road Peace e em 1995 passou a ser o Dia Europeu das Vítimas de Acidente de Trânsito, com apoio de organizações da Áustria, Luxemburgo, Países Baixos e depois também da Bélgica, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal e Espanha. Em 1998, outras nações como Argentina, Austrália e Africa do Sul  também realizaram atividades em referência às vítimas de trânsito neste dia. E então, no dia 26 de outubro de 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de uma Resolução, sugeriu que no terceiro domingo de novembro passasse a ser o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito.

Dados de 2013 apontavam mais de um milhão de pessoas mortas no trânsito em todo o mundo, com cerca de 3.400 a morrerem por dia nas estradas, como milhares perdendo por toda a vida habilidades motoras e sensoriais.

No Estado do Rio de Janeiro, em 2018, 1957 pessoas morreram e 27.520 ficaram lesionados em acidentes de trânsito, segundo o Instituto de Segurança Pública. Na análise desses dados, foi mostrado que mais de um terço das mortes no trânsito foram provocadas por atropelamentos e cerca de 25% por colisão de veículos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) metade das vítimas dos acidentes no mundo são pedestres, ciclistas e motociclistas.

A Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 tem como um de seus objetivos a segurança no trânsito e estipulou uma  meta de redução para a metade do número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito até 2020.


É necessário que haja mais consciência em evitar os acidentes de trânsito por parte dos participantes do sistema de trânsito, em especial nos países como o Brasil onde os acidentes ainda são muito numerosos e com muitas vítimas fatais e não fatais. Não se deve ser complacente com os infratores reincidentes e nem deixar de ser severo com os que causam mortes e feridos no trânsito devido a graves imprudências e negligências. É preciso que, no caso do Brasil, o governo federal, assim como os governos estaduais e municipais se coloquem a favor de uma política de segurança contra os conflitos e acidentes de trânsito, dando mais proteção aos pedestres e ciclistas e  principalmente a crianças, pessoas com necessidades especiais e idosos. É muito comum vermos a prioridade dada para os motoristas de carros particulares no trânsito em detrimento de ciclistas e pedestres. E também foi muito estimulada nas últimas duas décadas a compra da motocicletas, tendo havido um aumento muito grande de motociclistas nas ruas, com parte significativa deles apresentando comportamentos inadequados. 

Uma valorização maior do transporte coletivo regulamentado deve ser priorizada pelos governos, assim como proporcionar meios seguros de locomoção para ciclistas e pedestres. A política nos países do  mundo deve ser a de proteger a vida em primeiro lugar. A redução dos acidentes no mundo só será conseguida com um compromisso sério dos governantes neste sentido, assim como um aumento da consciência de todos os participantes do sistema de trânsito. 


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Márcio José Matos Rodrigues-Psicólogo e Professor de História 


Figura:https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1042539871208354879#editor/target=post;postID=6208366048513042456