quarta-feira, 15 de maio de 2019

O escritor renascentista Maquiavel











Niccolò di Bernardo dei Machiavelli (Nicolau Maquiavel) foi um filósofo político, historiador, diplomata e escritor , nascido em 3 de maio de 1469, em Florença, Itália, que viveu na época de Lourenço de Médici e que desejava que a Itália se unificasse. É reconhecido como fundador da ciência política moderna.

De origem toscana, por mais de três séculos a família de Maquiavel ocupou cargos públicos. Seus pais eram o jurista e tesoureiro Bernardo Maquiavel e sua mãe era  Bartolomea Nelli, pertencente a uma das mais ilustres famílias de Florença. Com 29 anos, ele já era secretário da Segunda Chancelaria em Florença, no governo de Piero Soderim. Realizou missões diplomáticas que envolviam França, estados alemães, os Estados papais e cidades italianas como Milão, Pisa e Veneza, tendo se tornado embaixador junto ao ambicioso capitão das tropas do papa, César Bórgia, que usava de diversos meios para conquistar novas terras e assim fortalecer o poder dos Bórgia na Itália. 


Maquiavel foi destituído de seu cargo em 1512, quando os Médici derrubaram a República e retomaram o governo em Florença. Recolhido ao exílio voluntário, em 1513 escreveu as obras "Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio" e "O Príncipe"(obra publicada postumamente em 1532). Em 1516 escreveu "O Diário em Torno de Nossa Língua" e "A Arte da Guerra", publicada em 1521. 


"O Príncipe" foi considerada a sua obra-prima. É um manual sobre a arte de governar, inspirado na maneira política de agir de César Bórgia. César foi escolhido por Maquiavel como um modelo para outros governantes. A obra tem muito a ver com a realidade da Itália naqueles tempos, sem unidade nacional, sujeita a invasões. O autor nessa sua obra procura aconselhar um príncipe imaginário que seria capaz de unir, com um exército próprio (não mercenário) toda a Itália, como um país poderoso. Ele ressaltava que um governante habilidoso saberia utilizar os fatores morais, econômicos e religiosos a seu favor para construir um Estado forte.

Na sua época as cinco principais forças políticas na Itália eram o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República Florentina, o Reino de Nápoles e os Estados Papais. E sendo um escritor renascentista, foi influenciado por autores da Antiguidade Clássica como Tito Lívio.

Em 1519, de novo em Florença, contou com o apoio dos Médicis, conseguindo em 1520, por meio do cardeal Giulio de Médici, a função paga de escritor da "História de Florença". O papa Clemente VII encarrega em 1526 Maquiavel de inspecionar as fortificações de Florença e de organizar um exército permanente.

Em 1527, o imperador Carlos V manda invadir a Itália e restabelece a república em Florença e Maquiavel é excluído das atividades políticas.

Em 22 de julho de 1527, aos 58 anos, Maquiavel faleceu em Florença, sem ver concretizado seu sonho de uma Itália unificada.

Outras obras escritas por Maquiavel: as comédias "A Mandrágora" e "Clizia", sendo que por meio delas fazia suas críticas à sociedade de seu tempo. Escreveu também “Decenal” (1506); “Relatos sobre os Fatos na Alemanha” (1508); “Retrato das Coisas da França” (1510) e outras mais, algumas já citadas neste artigo.

Algumas frases de Maquiavel: 


"Nada faz o homem morrer tão contente quanto o recordar-se de que nunca ofendeu ninguém, mas, antes, ajudou a todos".


 - "A ambição é uma paixão tão forte no coração do ser humano, que, mesmo que galguemos as mais altas posições, nunca nos sentimos satisfeitos".


 - "Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição".
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Márcio José Matos Rodrigues-Professor de História



Figura: https://www.google.com/imgres?imgurl=https://upload.wikimedia


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